Dislexia Adquirida Oficial
por Anna Lou  Olivier (Ana Lourdes de Oliveira)
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Anoxia Perinatal: segundos que decidem uma vida... 


 Artigo de Lou de Olivier escrito em 2005, publicado em diversos jornais impressos e eletrônicos entre 2006 e 2011, posteriormente,foi utilizado como base para o dossiê publicado pela Revista Psique edição 90



Em meados da década de oitenta, quando comecei a cogitar o assunto, fui vista como uma desequilibrada. Há cerca de dez anos, quando escolhi este tema para pesquisar e defender, fui até ridicularizada. No entanto, hoje a Neuropsicologia a cita como principal fator desencadeante dos distúrbios de aprendizagem e a Psicopedagogia também obriga-se a aceitar a tese... Estou falando da Anoxia Perinatal, que não só pode causar diversos distúrbios de aprendizagem (especialmente Dislexia e/ou Disgrafia) mas, em grau mais grave, causar limitrofia, autismo, paralisia cerebral e até a morte do recém-nascido. 


Anoxia é a ausência ou diminuição da oxigenação no cérebro e pode ocorrer por vários fatores: afogamento, enforcamento e, em graus mais leves, até numa crise de rinite, bronquite ou qualquer fator que provoque a ausência de respiração. No recém-nascido, ocorre por fatores durante o parto e, por isso, leva o “sobrenome” perinatal. Também conhecida como hipóxia ou anoxia neonatal, creio que o termo mais correto seja mesmo “anoxia perinatal”, pois significa ausência/diminuição da oxigenação cerebral durante o processo de nascimento.


Seja qual for a denominação escolhida, o importante é conhecer suas possíveis causas e tentar evitá-la ao máximo. Em primeiro lugar, como o nome já diz, a anoxia ocorre durante o parto, isso significa que também conta-se com o fator sorte, pois qualquer complicação neste momento, pode gerá-la. Mas, além disso, deve-se verificar os fatores que podem complicar o processo de expulsão do bebê, tornando o parto muito prolongado, por exemplo, ou impeçam a respiração normal da mãe e do bebê. Em vista disso, a futura mamãe deve cuidar-se desde as primeiras semanas da gestação, abandonando vícios (cigarros, bebidas alcoólicas, drogas em geral), buscando uma alimentação balanceada, que deve incluir frutas variadas, legumes e verduras. Mas aqui vale uma curiosidade: os peixes citados são considerados gordurosos e devem ser consumidos com moderação e, quanto às verduras, algumas são apontadas como desencadeantes de crises de rinite alérgica, tais como chicória e escarola. Portanto, antes de estipular sua “dieta de gestante”, consulte um nutricionista ou outro profissional que possa orientá-la quanto a isso. 


 Apesar de não ser minha opinião pessoal, devo dizer que o melhor tipo de parto continua sendo o normal em diversas versões e posições, de acordo com a paciente, ambiente, etc. Para que seja bem tranqüilo, pode-se fazer (durante toda a gravidez), técnicas de relaxamento, dança, expressão corporal e até meditação. Estas técnicas poderão ser passadas à gestante por um bom Arteterapeuta. Mulheres com diabetes, hipertensão, anemia ou obesidade precisam de acompanhamento especial. E todas as gestantes, sem exceção, precisam fazer pré-natal, com visitas periódicas ao médico (ginecologista/obstetra), que acompanhará todo o processo de gestação. Seguindo todas as recomendações, certamente, o parto terá tudo para ser bem sucedido e será muito mais tranqüilo, se for feito pelo mesmo médico que orientou o pré-natal. 


 Para maiores informações sobre este e assuntos correlatos, recomendo o site: www.loudeolivier.com

Lou de Olivier - Psicopedagoga e Multiterapeuta.


Saiba mais sobre anoxia perinatal e como evita-la assistindo ao vídeo ao lado.






Artigo publicado em diversos jornais impressos e digitais, atualmente disponível para leitura neste site, nos jornais O Rebate, Repórter News,  entre outros. 

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