Dislexia Adquirida Oficial
By Lou de Olivier (Ana Lourdes de Oliveira)
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As observações de  segurança para pessoas com deficiências mentais ou físicas e para o trabalho de seus terapeutas e educadores.
 
Palestrante: Multiterapeuta Lou de Olivier - Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais.
 
Palestra ministrada durante a Audiência Pública PL763 - 2016, e I Seminário de Estudos Espaço Mulher e Espaço Homem - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 29 de abril de 2016, Plenário Tiradentes.
Antes de abordar segurança especifica na deficiência intelectual, mental e/ou física, analisemos o que é segurança:

segurança

substantivo feminino

  1. 1.

ação ou efeito de tornar(-se) seguro; estabilidade, firmeza.

  1. 2.

estado, qualidade ou condição de quem ou do que está livre de perigos, incertezas, assegurado de danos e riscos eventuais; situação em que nada há a temer.


Nesta linha de raciocínio, nenhum de nós tem, de fato, segurança. Menos ainda quem tem alguma deficiência (e seus cuidadores)


Dos diversos tipos de segurança, destacam-se:


Segurança da Informação (relacionada com proteção de um conjunto de informações, no sentido de preservar o valor que possuem para um indivíduo ou uma organização)


Segurança Pública (estado de normalidade que permite o usufruto de direitos e o cumprimento de deveres. É um processo sistêmico, pela necessidade da integração de um conjunto de conhecimentos e ferramentas estatais que devem interagir a mesma visão, compromissos e objetivos. Deve ser também otimizado, pois dependem de decisões rápidas, medidas saneadoras e resultados imediatos.


Segurança do Trabalho pode-se entender como os conjuntos de medidas adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.


É sobre Segurança no Trabalho que iremos refletir um pouco, dando ênfase à área Terapêutica na qual eu estou inserida. Portanto abordaremos as principais falhas no tratamento de algumas deficiências e a problemática enfrentada por cuidadores e profissionais de Saúde. Além de abordar estes dois tipos de deficiência, abordarei também um pouco sobre a deficiência motora porque estou vivendo um momento desta deficiência e estou sentindo na pele as dificuldades que enfrentam os cadeirantes e pessoas com alguma dificuldade locomotora.


Deficiências de modo geral:

Principais estatísticas: Dados publicados pelo Censo 2010 (segundo a Wikipedia, o censo seguinte foi previsto para 2015, ao custo de R$ 1 bilhão. Por contenção orçamentária, foi adiado para 2016 e depois adiado novamente, por tempo indeterminado)


Percentual de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas na população residente, segundo os grupos de idade - Brasil – 2010


0 a 14 anos -------------- 7,5

15 a 64 anos ----------- 24,9

65 ou mais -------------- 67,7


A população entre 15 e 64 anos demonstra uma estabilidade até os 40 anos, a partir dos 40 anos, os números crescem muito e aumentam consideravelmente a medida em que a idade avança. Isso significa que, no Brasil, a grande maioria da população com alguma deficência é de idosos. Esta é uma constatação minha, não há (além deste meu artigo) uma publicação constatando esta estabilidade, o que há são tabelas que, se bem analisadas, mostram esta estabilidade até os 40 anos e, na sequência, um grande aumento de deficientes com mais idade.


Na população acima de 65 anos há entre 60 e 70% pessoas com alguma deficiência. A partir de 80 anos os números aumentam entre 80 e quase 100% da população com alguma deficiência.

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010


Por tipo de deficiência, idade e sexo:


                   Visual Auditiva Motora Mental/intelectual


0 a 14 anos:

homens:            4.8          1.4         1.0                   1.0

Mulheres:         5.9          1.3         1.0                    0.7


15 a 64 anos:

homens:            17.1         4.5          4.5                  1.6

Mulheres:         23.1         4.0          6.8                  1.2


65 ou mais:

homens:             47.3        28.2        30.9                 2.8

Mulheres:         51.7         23.6         44.0                3.0


Como se pode perceber, segundo o IBGE, a maioria das deficiências são visuais, em seguida auditivas, em menor número as motoras e em número praticamente irrisório, as mentais/intelectuais.



Aqui esbarramos em dois fatores:


Primeiro: Mental não é o mesmo que Intelectual.


Há diversas definições, inclusive de órgãos oficiais que citam tanto a deficiência intelectual quanto a mental no mesmo nível com a seguinte descrição: “caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos de idade.”



Porém há diferenças significativas, que precisam ser elucidadas:



Deficiência Intelectual: o indivíduo tem atraso no seu desenvolvimento, dificuldades (distúrbios) de aprendizagem (dislexia, disgrafia, disortografia, discalculia, entre outros), dificuldade para realizar tarefas diárias e interagir com o meio em que vive. Existe um comprometimento cognitivo que prejudica suas habilidades adaptativas. Esta deficiência, dependendo de seu grau e comorbidades pode ser tratada por um Psicólogo, Psicopedagogo e/ou Fonoaudiólogo e, na maioria dos casos, por Neurologista (acompanhamento neurológico).



Doença Mental: engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho do individuo na sociedade. Essas alterações acontecem na mente do indivíduo, alterando também na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um Psiquiatra, na maioria dos casos, com uso de medicamentos específicos para cada situação. Pode haver também comprometimento da aprendizagem mas este não é o principal distúrbio portanto, a ênfase no tratamento refere-se ao principal transtorno causador das alterações mentais/psicológicas.



Portanto não se pode associar as duas deficiências como dados estatísticos.


Segundo, os casos de deficiência mental ou intelectual, provavelmente, devem ultrapassar estes dados publicados. Então entenderemos apenas como base e não como realidade até porque este Censo (2010), segundo diversas fontes especializadas em divulgação para deficientes, foi realizado por amostragem e não por número real.



Principais problemas enfrentados por deficientes intelectuais:


* confusão entre mental e intelectual, inclusive no diagnóstico e tratamentos;

* escassez de profissionais especializados para detecção e tratamento;

* escassez de métodos e locais apropriados;

* métodos inovadores como a Multiterapia, da qual sou precursora, esbarram em muita burocracia para serem implantados e isso atrapalha também a melhoria dos tratamentos;

* dificuldade em adaptar-se ao meio escolar, pode sofrer bullyng e outros tipos de repressão ou ridicularização, inclusive por professores que nem sempre estão preparados para lidar com estes alunos;

* dificuldade de formação e colocação profissional, o primeiro por questões de metodologia de ensino e o segundo por preconceitos de contratantes;

* etc.



Principais problemas enfrentados por deficientes mentais:


* os mesmos problemas enfrentados pelos deficientes intelectuais e mais;

* dependendo do distúrbio e grau apresentado, pode ter problemas com identificações policiais ou situações em que tenham que relatar fatos ou dados pessoais;

* pode apresentar problemas de identificações de endereços e dados correndo o risco de se perder na rua, em eventos, etc.;

* pode passar por mal educado ou até criminoso em caso de crises (agressividade) em público (limitrofia, autismo, bipolaridade, etc.);

*etc.



** outra questão preocupante, tanto na deficiência intelectual quanto na mental, desencadeia-se quando a família ou cuidadores discordam ou não entendem o método utilizado pelos profissionais que tratam o caso. Isso gera atraso no tratamento e, algumas vezes, violência inclusive com agressões a Terapeutas. (relato de antecipação de diagnostico e explicação do “ganho secundário”)


Cuidados na prevenção de deficiência intelectual:



Levando-se em conta as principais causas, entende-se que, ao evitá-las, pode-se diminuir os casos de deficiência intelectual.

Os fatores de risco e causas que podem levar à Deficiência Intelectual podem ocorrer, segundo meu entendimento, em quatro fases: pré-natais, perinatais e pós-natais. Pré-natais. Entendendo-se pré-natais como fatores que ocorrem desde o momento da concepção do bebê até o início do trabalho de parto. Peri-natais fatores que ocorrem durante o nascimento e pode-se considerar até 30 dias após o nascimento e pós-natais subdividem-se em duas formas, a primeira como fatores que ocorrem do 30.º dia de vida do bebê até o final da adolescência e a segunda, que vai do final da adolescência até a maturidade. Quanto a Doença Mental pode ser classificada como Leve, Moderada, Severa e Profunda.



Como exemplos (e causas) de Deficiência Intelectual pode-se citar:



Na fase pré natal as principais ocorrências são:



Fatores genéticos

Alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais) - provocam Síndromes das quais a mais conhecida é a Sindrome de Down, mas também pode-se citar Síndrome do X-Frágil e outras menos conhecidas como Síndrome de Angelman, Síndrome Williams entre outras.

Alterações gênicas (erros inatos do metabolismo): que provocam (PKU – doença mutação genetica que tem como sintomas, entre outros, a hiperatividade e a oligofrenia déficit cognitivo) entre outras.



Hábitos/vícios/doenças da mãe que influenciam o feto:

Desnutrição materna.

Tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas pesadas, efeitos colaterais de medicamentos teratogênicos (capazes de provocar danos nos embriões e fetos).

Doenças maternas crônicas ou gestacionais (como diabetes mellitus).

Doenças infecciosas na mãe (toxoplasmose, rubéola, DST, etc.). Na fase perinatal



Anoxia Perinatal ou Hipóxia Neonatal (Pode-se classificar como Anoxia a ausência de oxigenação no cérebro e a Hipoxia como diminuição de oxigenação cerebral durante o nascimento).



Prematuridade e baixo peso: Pequeno para Idade Gestacional (PIG). Em alguns casos a prematuridade pode desencadear uma anoxia/hipóxia como principal fator em outros casos, apenas pela prematuridade já se tem um agravante.



Icterícia grave do recém-nascido (kernicterus).



Na fase pós natal que é considerada entre o 30.º dia de vida da criança até o final da adolescência:



Desnutrição, desidratação grave, ausência de estímulos diversos.

Doenças Infecciosas como sarampo, meningite, etc.

Intoxicações - envenenamentos provocados por medicamentos, corantes, inseticidas/pesticidas, produtos químicos como chumbo, mercúrio etc.

Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas etc.





Doença Mental como já foi dito é doença psiquiátria e precisa ser tratada pela psiquiatria e suas classificações, assim como a maioria dos transtornos, podem ser consideradas como:



Leve: quando o indivíduo consegue desenvolver-se de forma quase normal, frequentar escolas, alcançar uma formação (profissão), casar-se, manter uma família, enfim, tendo um bom tratamento, este indivíduo pode ter uma boa qualidade de vida.



Moderada: Este indivíduo apresenta insuficiência no desenvolvimento tanto escolar quanto pessoal. Pode conseguir socializar-se desde que tenha um tratamento adequado e pode,em alguns casos, trabalhar e auto sustentar-se desde que se mantenha num programa supervisionado de trabalho. Também consegue formar família mas nem sempre consegue estrutura-la de acordo com a normalidade.



Severa: Este indivíduo tem pouco desenvolvimento motor e de linguagem. Pode apresentar crises constantes, instabilidade emocional, geralmente não consegue frequentar uma escola convencional podendo ser treinado para atividades que não exigem disciplinas escolares e, para conseguir trabalhar, necessita estar em um ambiente controlado e em constante supervisão.



Profunda: Este indivíduo apresenta profundo retardo mental que reflete em sua locomoção, É possível que adquira habitos de higiene/cuidados pessoais por uma forma conhecida como “condicionamento operante". (este método foi desenvolvido por Burthus Frederic Skinner e consiste em incentivar ou reprimir uma ação. Se a consequência é reforçadora, aumenta a probabilidade de repetição, se for punitiva, além de diminuir a probabilidade de sua ocorrência futura, gera outros efeitos colaterais. Este tipo de comportamento que tem como consequência um estímulo afetando sua frequência é chamado “Comportamento Operante”. Lembrando que este é um dos métodos de adestramento de animais, sendo o outro método o condicionamento classico desenvolvido por Pavlov. Como o artigo não é sobre adestramento de animais, não entrarei em detalhes, apenas cito para frisar que o “condicionamento operante” é utilizado com algumas variações para animais e para humanos com deficiência mental profunda.



A deficiência mental é considerada uma patologia orgânica neurológica e as causas dessa patologia parecem estar na gestação problemática ou dificuldades no parto. Este é o consenso nas pesquisas científicas e de campo.



Questão da segurança:



Na deficiência mental, as formas severa e profunda esbarram na falta de assistência adequada, erros de diagnóstico e tratamentos. Neste caso a insegurança está na ausência de métodos adequados de diagnóstico e cura ou controle.



As formas leve e moderada, além dos problemas relatados acima podem enfrentar graves problemas em identificações e batidas policiais, já que suas reações em muitas ocasiões são confundidas com rebeldia ou ironia.





Dados Estatísticos:



Segundo a Organização Mundial de Saúde, 10% da população em países em desenvolvimento, são portadores de algum tipo de deficiência, sendo que metade destes são portadores de deficiência mental.



Causas e Fatores de Risco



As causas e os fatores de risco que podem levar à deficiência mental são inúmeros e muitas vezes não se pode definir a causa da deficiência mental. Os já classificados assemelham-se aos relatados acima como fatores desencadeantes da deficiência intelectual. Esta “semelhança” nas citações das causas provocam uma constatação: se as causas parecem ser as mesmas como um indivíduo é atingido intelectualmente e outro mentalmente passa a ser uma questão pessoal (cada caso é um caso) ou seja, um mesmo acidente ou fator desencadeante pode ter uma “recepção” diferente em cada cérebro atingido causando uma falha intelectual desde leve até profunda e chegando a uma deficiência mental também de leve a profunda. Em todos estes casos o “estimulo” pode ser o mesmo a “reação” de cada cérebro atingido é que passa a ser diferenciado. Atenção: esta é uma constatação minha, não há nada publicado nesta linha de raciocínio até o momento.


Como Identificar a Deficiência Mental:



Há alguns sintomas que podem ser verificados pelos próprios pais para que possa reconhecer uma deficiência mental em seus filhos e possam procurar ajuda profissional com rapidez. Alguns destes sintomas/características são:



Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor:



* o recém-nascido tem dificuldades ou ausência na sucção/deglutição, pode apresentar dificuldades em sugar o seio, engolir o leite materno ou, conseguindo engolir, pode vomitar imediatamente.



* o bebê demora para firmar a cabeça ou não consegue firma-la, sempre pendendo para os lados ou frente/trás



* o bebê tem dificuldade para sentar ou manter-se sentado ao ser colocado nesta posição.



* ao atingir entre 8 e 12 meses (isso varia a cada criança) tem dificuldade para andar, não consegue se firmar mesmo sendo apoiada, antes disso pode ter dificuldade para engatinhar também.



* Dificuldade para desenvolver o ato de falar, pode apenas balbuciar palavras ou nem isso, expressando-se por “grunidos”, choros e outros sinais de comunicação sem, no entanto, atingir a aquisição de fala.



Dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar).



Deficiência Motora:



Considerada a terceira em nivel de porcentagem provavelmente não leva em conta todos os tipos e dificuldades. Os numeros acusam provavelmente as deficiências definitivas desconsiderando as momentâneas como pernas e pés quebrados. Caso fossem considerados todos estes casos, provavelmente as dificuldades motoras estariam em primeiro lugar.



Nesta questão enfrenta-se uma verdadeira batalha por um tratamento digno e, de fato, eficaz. (relato de caso e complicações).



As calçadas não tem nível adequado, escadas e rampas em diversos estabelecimentos também não oferecem segurança, muitos locais sequer dispõem de rampas, portas largas e outros requisitos para o livre trânsito de pessoas em cadeira de rodas e/ou portando muletas, andadores, bengalas. Transportes também não são adequados na maioria das vezes.



Decreto nº 5.296/2004, que regulamenta as Leis 10.048/2000 e10.098/2000. A primeira dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, e a segunda estabelece normas e critérios para a promoção da acessibilidade delas. Lei Nº 10.098/2000 estabelece normas e critérios para promover a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. De acordo com ela, acessibilidade significa dar a essas pessoas condições para alcançarem e utilizarem, com segurança e autonomia, os espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, as edificações, os transportes e os sistemas e meios de comunicação.



Porém, na prática, ocorrem fatos como os que já relatei, ou seja, em teoria pode até funcionar mas, na pratica, ainda há grande insegurança e impedimento para o livre trânsito de quem tem alguma dificuldade motora seja permanente seja temporária.



E o mais preocupante, não se reflete nem se discute sobre curas e sim sobre tratamentos, muitas vezes ineficazes. No caso de ossos quebrados por exemplo, não se cogita que a alimentação, a reserva de vitaminas (no organismo do indivíduo acidentado), a exposição ao sol e diversos fatores são essenciais para a pronta recuperação. Hospitais não orientam como o paciente deve proceder com seu gesso, com muletas, com acessorios para conseguir se locomover. Tudo que oferecem são gessos e talas como paliativo.



É preciso orientar melhor a população, é preciso ter profissionais treinados para lidar melhor com situações que exigem imobilização de membros, é preciso mais humanização no tratamento dos acidentados e também dos portadores de limitações de locomoção permanentes.além é obvio, dos portadores de deficiência intelectual ou mental.



Na verdade só mesmo uma grande reforma em todo o sistema poderá oferecer tratamentos eficazes e mais humanização de forma geral a todos que necessitam de cuidados médicos.



Saiba mais nos sites:

http://multiterapia.loudeolivier.com/

http://dislexiaadquirida.loudeolivier.com/

http://www.anoxiaperinatal.loudeolivier.com/



Fontes:

DSM V http://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-file/1426522730/6d77c9965e17b15/b37dfc58aad8cd477904b9bb2ba8a75b/obaudoeducador/2015/DSM%20V.pdf



IBGE:http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000009352506122012255229285110.pdf