Dislexia Adquirida Oficial
por Anna Lou  Olivier (Ana Lourdes de Oliveira)
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Circulam pela internet alguns artigos equivocados sobre dislexia adquirida citando o seguinte: “As dislexias adquiridas podem ser subdivididas, segundo Pinheiro 1994 e Morais 1996 em dislexias periféricas e centrais“, quando no original deste texto está escrito o seguinte: “Os principais padrões de disfunção na leitura podem ser divididos em dois grupos: Dislexias periféricas e Dislexias Centrais” ou seja, o referido texto atribuído a Pinheiro e Morais não cita em nenhum momento a Dislexia adquirida. Quanto a isso temos a declarar o seguinte:



Lou de Olivier começou a pesquisar dislexia a partir de 1978, logo após ter perdido a memória e a capacidade de leitura em um afogamento. Por esta época ela criou o termo Dislexia Adquirida para explicar o que ocorrera com ela. A partir dai este termo passou a ser amplamente divulgado por ela, a princípio extraoficialmente em consultas e simpósios, posteriormente em escritos oficiais.


Aprimorou seus estudos livres, seguiu cursando faculdades (Psicopedagogia, Musicoterapia, Neuropsicologia, Medicina Comportamental entre outras) até que conseguiu comprovar cientificamente a dislexia adquirida.


Esta descrição da Dislexia Adquirida foi feita oficialmente por Lou de Olivier pela primeira vez em 1996 em seu artigo Dislexia - Definição exata do distúrbio.

A principio o referido artigo foi publicado em jornais como Socorro News, Intersul (ambos em São Paulo - SP), Sunday News (São Paulo – New York), também foi publicado em jornais eletrônicos no Brasil e em Portugal simultaneamente. A partir de 2003 este artigo passou a integrar o texto do seu livro Distúrbios de aprendizagem/comportamento (verdades que ninguém publicou) e a partir de 2006 foi republicado em seu livro Distúrbios de Aprendizagem e de comportamento atualmente em sua sexta edição.


A definição é a seguinte:


2- Dislexia Adquirida: É a que vem por meio de um acidente qualquer, como por exemplo, Anoxia Perinatal. (Anoxia é a diminuição ou ausência de oxigenação no cérebro), Acidente vascular Cerebral (o popular derrame) e outros acidentes e distúrbios que podem causar uma dislexia adquirida. No caso da anoxia perinatal, a criança poderá apresentar dificuldades significativas no aprendizado em vários níveis e, conseqüentemente, apresentar a dislexia ao ser alfabetizada... Em caso de anoxia por afogamento, AVC ou outros acidentes que possam deixar seqüelas o indivíduo que possuía habilidade na leitura e escrevia normalmente passa a apresentar dislexia, tento colapsos de memória e muita dificuldade em ler e escrever“.


Esta definição oficial, divulgada por Lou de Olivier desde a decada de 90 consta em diversos artigos publicados em revistas e jornais e também em seu livro “Distúrbios de Aprendizagem e de comportamento”.


Em se tratando de Dislexia, há também um grande equívoco que se perpetua pela grande quantidade de leigos publicando na Internet e, ultimamente, até alguns “pesquisadores” que publicam “TCCs” ou “Dissertações” comparando Dislexia Adquirida com a Dislexia do Desenvolvimento. Além desta comparação ser inadequada visto ser a Dislexia Adquirida, como o nome já diz, ADQUIRIDA por acidente (AVC, Anoxia entre outras causas), há trabalhos citados como científicos (até mesmo disponíveis para consulta online no Google Acadêmico) que também misturam definições da Psicopedagogia com a Neuropsicologia, o que torna o artigo inútil e a competência de seu autor questionável. Aliás, questionável também a credibilidade da Faculdade/Universidade que deixa passar uma defesa sem fundamentação e sem bases.


Como exemplo, pode-se citar a “comparação” das Dislexias Central e Periférica, com a Adquirida e de Desenvolvimento, citando-se inclusive a dislexia profunda ou fonológica” como se fossem o mesmo distúrbio e, na realidade, apesar da semelhança, há uma diferença muito grande entre estes dois tipos de dislexia. Como este artigo pretende ser introdutório, é impossível elucidar todo este tema. Importante apenas frisar que estas definições (Central e Periférica) são utilizadas pela Neuropsicologia e não podem ser comparadas com as definições utilizadas pela Psicopedagogia, lembrando que ainda há as definições em Psiquiatria/Psicologia que nem cabe citar aqui neste artigo introdutório. E um profissional tem obrigação de saber esta diferenciação e pesquisar muito antes de sair publicando artigos e até TCCs/Dissertações sem base fundamentada e confundido termos, sintomas e definições deste importante distúrbio.



A infeliz insistência na “troca de letras”, no hemisfério direito “maior” e na necessidade de tratamento multidisciplinar é também algo que já beira a criminalidade, afinal, há quase trinta anos Lou de Olivier vem comprovando estas falhas (divulgando suas descobertas em nível mundial) e demonstrando alternativas muito mais viáveis e já não se justifica mais a publicação insistente destes equívocos, a menos que a intenção seja mesmo criminosa, confundindo o público leigo, confundindo até os estudantes e os profissionais recém formados ou em início de carreira e fazendo com que o maior lesado seja sempre o paciente impedido de encontrar informações corretas e um tratamento, de fato, eficaz.


Este tema é muito complexo, impossível abordar todos os pontos em um único artigo. Aprofunde-se neste tema lendo dois livros impressos, ambos de autoria de Lou de Olivier, Editora WAK – Rio de Janeiro - RJ “Distúrbios de Aprendizagem e de Comportamento” e “Transtornos de Comportamento e Distúrbios de Aprendizagem”. Leia também o e-book (livro online) “Dislexia sem Rodeios”.


Saiba mais sobre estes livros e e-book acessando: http://loudeolivier.com.br/


Atenção: Em breve, Lou de Olivier ministrará palestra   
"Dislexia sem Rodeios" GRATUITAMENTE apenas para convidados.  Qualquer pessoa poderáparticipar, desde que se inscreva com antecedência. Os interessados devem nos contatar solicitando sua inscrição e obtendo mais informações sobre data, horário e local, clicando aqui.